15 de jun. de 2011

Análise Acadêmica - UP Altas Aventuras


O longa-metragem UP-Altas Aventuras reúne diversos elementos audiovisuais de forma bastante sofisticada e rica, um dos motivos pelos quais foi premiado com o Oscar de melhor animação em 2009. Por se tratar de uma produção deste gênero, o filme destaca componentes que venham alcançar um número grande de espectadores, uma audiência em massa que não se restringe ao público infantil, como antigamente. Tal amplitude baseia-se na elaboração de um roteiro – o do filme segue a narrativa audiovisual clássica - que identifique também pessoas de outras faixas etárias, incluindo nos personagens dramas e conflitos do cotidiano adulto.
Um exemplo, presente no filme, é a realidade do protagonista: idoso, ele sente a perda de sua esposa e a solidão o aflige, ainda que resista a ser levado para um asilo. A sintonia das histórias contadas no filme com histórias de vida de quem o assiste é fruto de uma estratégia.
O cinema de animação é considerado arte industrial, pois se vale de instrumentos diversos para criar meios fantásticos de transmitir sentimentos e emoções, integrando a essa, outras formas de expressão. Nele encontramos música, plástica, dança, entre outras. Porém existem elementos que são próprios do cinema de animação, tais como: “Timing – estudo detalhado do tempo, Dinâmica do Movimento – aspectos que caracterizam a ação e o Acting – capacidade de fazer os elementos de uma animação ter dimensão psíquica” (DELALLO, p. 5).
Ainda sob o ponto de vista da aproximação com o espectador, o som é algo que é marcante no filme. Como o filme tem momentos de carga dramática intensa, as trilhas sonoras são ingredientes que reforçam o sentimento nas cenas, como quando a esposa do protagonista descobre que não pode ter filhos e a cena é coberta por uma trilha de notas tristes. Considerando a fala (som representativo), ela é essencial neste filme até mesmo em personagens que por convenção não falam nossa língua. É o caso dos cachorros, que carregam coleiras tradutoras e participam dos diálogos por meio deste instrumento, interagindo com outros personagens e também com o público.
Em termos gerais, UP-Altas aventuras segue um modelo de produção clássico e próspero dos estúdios Disney. Um dos pontos de virada evidentes é a morte da esposa do protagonista, acontecimento que gera nele a vontade de viajar com a casa até o Paraíso das Cachoeiras. Em alguns momentos, o menino Russel (coadjuvante) ganha destaque diante do protagonista, porém são aspectos da vida de Carl que são lembrados e interligados ao longo do filme, além das descobertas que ele faz durante a aventura.
O design das personagens merece um destaque. Carl é praticamente uma figura geométrica mais quadrada demonstrando claramente uma falta de flexibilidade enquanto Russel, mais gordinho e redondo representa justamente o lado mais dinâmico e participativo. (CRUZ, 2009)
Assim, o filme pode ser considerado uma compilação bem-sucedida de componentes audiovisuais, que cativam o espectador e fazem com que ele também embarque nesta animação.

Referências Bibliográficas:
CRUZ, Gabriel. Up-Altas Aventuras Resenha. 2009. http://jovemnerd.ig.com.br/especiais/filmes/up-altas-aventuras-resenha/
DELALLO, Jarislene. Unidade Didática sobre desenho animado. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2267-6.pdf

ALUNA: LARISSA DETONI LABCOM NOITE

Análise Crítica do Filme Código de Conduta



"E a vingança o deixa aquecido durante a noite?". Fala clichê dita por Nick Rice, personagem de James Foxx em Código de Conduta (Law Abiding Citizen).
O roteiro é salpicado com sinais óbvios de uma escrita sem sal, incluindo as cenas acessórias contidas de diálogos retóricos entre Foxx e Leslie Bibb's (Sarah Lowell).
O filme começa quando Shelton (Gerard Butler) e sua família estão aproveitando um momento familiar e agradável em casa, até serem violentamente interrompidos por dois bandidos que os fazem reféns, os amarram e amordaçam em sua própria casa.
Shelton, sem poder fazer nada, é forçado a presenciar sua esposa e filha serem torturadas e mortas.
Como qualquer ser humano com o emocional extremamente carregado, a consciência de Shelton passa a ser dotada por uma culpa insuperável, mas como um cidadão da lei, ele espera pelo sistema judiciário do país fazer justiça à memória de sua família.
Não há muito que ser dito após ele notar que a justiça não faria nada por ele.
Resolveu se vingar e fez tudo friamente durante todo o filme sem levantar suspeita a princípio e quando passou a levantar e confessar seus assassinatos, nem os mais poderosos dos Estados Unidos sabiam como parar esse homem.
Um dos assassinos de sua família, ele matou cruelmente e, de fato, foi uma cena desnecessária parecendo ser retirada de "Jogos Mortais” (Saw).
Shelton confessa que matou Darby (Christian Stolte) e continua matando outras pessoas, assim como continua confessando. Ele está na prisão. Como continua cometendo assassinatos?
É praticamente revoltante, quando os oficiais do caso sugerem e, de fato, acreditam que há uma segunda pessoa o ajudando.
Shelton é um psicopata e sofre de transtorno de personalidade caracterizado como desregularização emocional e raciocínio extremista.
Shelton continua levando adiante suas ameaças de morte e sentindo cada vez menos remorso. Mas o mais bizarro acontece no final, quando o diretor F. Gary Gray.,decidiu aplicar um simbolismo e capturou uma sombra de emoção em Shelton, no momento em que sua fúria atinge um ponto insuportável.
De fato, o potencial dos atores é indiscutível, mas ficam algumas dúvidas em relação à temática.
Por que os invasores da casa de Shelton fizeram isso? O que eles ganhariam
cometendo um ato tão hediondo? Isso não foi falado em momento algum.
Passou como se tivessem feito por fazer, mas foi cruel demais para tal.
Ficou devendo uma explicação mais para o lado dos bandidos, até pelo fato de o filme começar com o assassinato. O espectador fica esperando uma razão e ela nunca aparece e, na maior parte do filme, Shelton procura por justiça através de sua revolucionária e psicótica forma. Ficou um vazio e deixou a desejar.
O filme é de teor duvidoso, mas as boas atuações cobriram um pouco da temática confusa.
Direção: F. Gary Gray
Gênero: Ação
Elenco: Gerard Butler, Jamie Foxx, Michael Gambon, and Leslie Bibb.
Alunos: Isabela Vital
Ronaldo Gonçalves Ferreira
Turma: 1COM33A

Se beber, não case – Parte II

O filme de gênero comediante inicia-se com o mesmo formato da sua primeira parte. A produção cinematográfica vivida pelos personagens começa do meio para o fim da narrativa e sucessivamente retorna aos fatos que ocorreram no início da narração.

Na estrutura narrativa podemos apontar o fato de que o final do seu filme antecessor foi aproveitado para moldar o início do segundo filme. Esta característica do filme ressalta o pensamento de que todo início é uma final de um filme e um final será início de outro.

Desde da apresentação de ‘Se beber, não case – parte II’ até o seu desfecho encontramos diversas semelhanças em sua estrutura com o seu filme antecessor. As cenas da produção anterior serviram de inspiração para diversas cenas acessórias e essenciais da segunda parte.

Os pontos de virada do filme são bastante marcantes, tornam a narração clara e direta, apesar do ato 3 se apresentar no início e o começo se mesclar com o ato 2. A aparente confusão na estrutura da narrativa se apaga ao decorrer do filme com o desenrolar da produção e um desfecho esclarecedor e acima de tudo hilariante para um filme de gênero comediante.

Segundo Field, o filme é um recorte dentro de um determinado tempo e contexto da história de um personagem. Essa teoria é totalmente aceita em Se beber, não case – parte II caso o grupo de protagonistas se encaixasse com um personagem principal. Este é um ponto a ser destacado na produção pois não há um protagonista, pelo contrário existe um grupo de personagens principais.

Em um filme de comédia podemos observar um amplo número de cenas acessórias, que ligam ou preenchem as cenas essenciais. Esta grande quantidade de cenas acessórias serve para divertir o seu público já que uma narrativa comediante precisa ser bastante bem humorada e estas cenas contribuem muito para alegrar o consumidor.

Ao longo da história as características dos personagens são reveladas, descrevendo os gostos, os costumes e a personalidade de cada um. A vida interior e exterior dos personagens principais ficam bem expostas durante a narração, tornando clara a definição do estilo de cada.

A proposta do filme de comédia é bem objetiva, entreter o seu público. Neste filme classificado para maiores de 16 anos, observamos diversas cenas humorísticas destinada ao público mais adulto. Não seria exagero se a produção fosse classificada para maiores de 18 anos pois apresenta diversas imagens de nudez e de violência.

O filme apresenta início e final imprevisíveis, apesar apresentar estrutura semelhante com o seu antecessor, podemos esperar uma nova seqüência tão bem humorada como as duas primeiras produções. Mantendo a boa estrutura da narração e inovando com idéias e acontecimentos inusitados, a saga será um sucesso, assim como os livros do Dan Brown mantém a mesma fórmula porém traz sempre novos assuntos para ser abordados.

O clímax de ‘Se beber, não case – parte II’ ocorre quando o filme retorna ao início da narrativa e se encaminha para a conclusão. Nesse ponto de virada acontece a explicação de todo a narração vista pelo expectador. O enredo do filme se encaixa perfeitamente e torna a produção coesa.

Integrantes:

Lucas Albano

Erick Lima

Turma: 1COM33B

Disciplina: Laboratório de Comunicação

Professora: Erica Ribeiro

Documentário - Conflito de Gerações

Grupo: Filipe Dias
Ricardo Bomfim
Gabriela Donza
Leandro Osawa
Thalles Silveira
José Henrique

http://www.youtube.com/watch?v=G4zyjn0VCOQ

"Conflito de Gerações" O QUE É AMOR?




Vídeo Mini Documentário
"Conflito de Gerações"
O QUE É AMOR?

Universidade Veiga de Almeida
Laboratório de Comunicação
Professora: Érica Ribeiro
Alunos:
Isabela Vital
Rhaissa Soares
Romulo Tavares
Ronaldo G. Ferreira
Terceiro Período
Comunicação Social

Especial agradecimento aos convidados nesse vídeo.